• PLACA DE RESISTÊNCIA LABIAL (GRANDE)

PLACA DE RESISTÊNCIA LABIAL (GRANDE)

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17,11 €  
IVA incluído

A Placa de Resistência Labial é fabricada com PVC cristal atóxico e é composta por um escudo côncavo ligado a uma argola por meio de uma haste, formando uma peça única. O escudo possui duas reentrâncias: reentrância superior, para adequado acoplamento intra-oral do escudo na região vestibular superior, sem entrar em contato com o freio labial superior; reentrância inferior, para adequado acoplamento intra-oral do escudo na região vestibular inferior, sem entrar em contato com o freio labial inferior. A Placa de Resistência Labial , disponibilizada em dois tamanhos, pode ser utilizada tanto em crianças como em adultos e também em pessoas com arcadas dentárias menores ou maiores.
 
Medidas da Placa Resistência Labial (tamanho grande): escudo côncavo - 60mm comprimento linear e 24mm largura; argola - 30mm de diâmetro externo e 20mm de diâmetro interno; haste - 7mm de comprimento e 3mm de largura.

A Placa de Resistência Labial é indicada como recurso auxiliar para: 

1. Adequação oromiofuncional em portadores de alterações das posturas orais, de respiração bucal, de maus hábitos orais tais como mordiscar/sucção de lábios e sucção digital; de alterações de tónus labial; de encurtamento do lábio superior; de incoordenação motora dos lábios e de alterações das funções bucais, promovendo o equilíbrio muscular do mecanismo do bucinador.

2. Adequação oromiofuncional em portadores de alterações dentofaciais, tanto para aqueles que irão usar aparelho dentário, como para aqueles que serão submetidos à cirurgia ortognática.

3. Reabilitação neuromuscular nas paralisias faciais de origens central ou periférica.

4. Equilíbrio do sistema estomatognático nos casos de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, auxiliando no biofeedback das posturas orais corretas, minimizando a incontinência salivar e a hipersensibilidade bucal (Haberfellner, 1989).

5. Estética facial, para a melhora e/ou prevenção do aparecimento de flacidez e rugas faciais.
 

Instruções de Uso: a Placa de Resistência Labial é utilizada de maneira que o escudo seja introduzido nas regiões vestibulares superior e inferior, permitindo-se que a pequena haste e a argola fiquem fora da boca, posicionadas centralmente. Os dentes devem permanecer em oclusão suave para auxiliar na estabilidade da Placa durante os exercícios.

Exercícios Recomendados e Frequência de Utilização:

Uso Ativo da Placa de Resistência Labial (Uso Diurno)

1. Resistência labial central: com a Placa de Resistência Labial posicionada na região central do vestíbulo labial (entre os dentes e os lábios), efetua-se uma tração de forma contínua, solicitando-se ao paciente que contraia os lábios, apertando-os durante 5 a 10 segundos, de acordo com a possibilidade de contração individual. Sugere-se que o procedimento seja repetido dez vezes, respeitando-se um período de relaxamento entre uma contração e outra. Recomenda-se que o exercício seja realizado de uma a três vezes ao dia (sugerido por Altmann,1987a; 1987b; Altmann e Vaz, 1992; Altmann et al., 1992; Altmann, 1996; 1998; Altmann et al., 1999; Altmann e Vaz, 2005).
 
2. Resistência labial lateral: com o objetivo de estimular toda a musculatura labial, a Placa de Resistência Labial pode ser colocada na porção direita e esquerda dos lábios respetivamente. O período de contração e a frequência das repetições são os mesmos indicados para a porção central do lábio (sugerido por Altmann, 1987a; 1987b; 1996; 1998; Altmann e Vaz, 1992; 2005; Altmann et al., 1992; 1999).
 
3. Manutenção do fechamento labial: manter a Placa de Resistência Labial na boca por cinco minutos até duas horas, ocluindo-se levemente os lábios encostados na haste, mantendo-se a língua elevada no palato e deglutindo corretamente. Durante este exercício, o utente pode realizar diversas atividades, como assistir TV, brincar, estudar (sugerido por Sander, 1989, e com modificações de Altmann, 1987a; 1987b; Altmann e Vaz, 1992; Altmann et al., 1992; Altmann, 1996; 1998; Altmann et al., 1999; Altmann e Vaz, 2005).
 
4. Treino consciente da deglutição usando-se espelho: com a Placa de Resistência Labial posicionada na região vestibular, solicita-se que o utente coloque a língua no palato, feche os lábios e engula. A Placa funciona como um escudo, impedindo a saída da língua, sobretudo nos casos de mordida aberta anterior (sugerido por Sander, 1989).
 
5. Força labial em direção aos dentes: com a Placa de Resistência Labial posicionada na região vestibular, solicita-se que o utente feche e force os lábios sobre a Placa, em direção aos dentes, por cinco a dez minutos. Manter os dentes em oclusão leve e fazer 10 repetições (sugerido por Sander, 1989).
 

Uso Passivo da Placa de Resistência Labial (Uso Noturno) 

Manutenção do fechamento labial à noite: a Placa de Resistência Labial também pode ser usada à noite, depois do utente já ter feito seu uso durante o dia. Neste caso, atuará como um aparelho passivo e solto na boca, devendo-se controlar se o utente consegue atingir o objetivo de ficar com ela na boca a noite toda. O aumento do uso deve ser gradativo, a fim de que o paciente se acostume. No caso da Placa cair com muita frequência à noite, pode-se associar seu uso ao transpore (esparadrapo cirúrgico) para fixá-la, mas somente nas fases iniciais do exercício.
 
Restrições de Uso:

1. Deformidades dentárias e/ou labiais importantes que não permitam a adequação do posicionamento da Placa.

2. Hipertonia muscular da região labial.
 
Precauções: a Placa de Resistência Labial deve ser utilizada sob a orientação do terapeuta da fala e Elisa B.C.Altmann sugere que os seguintes aspectos devam ser observados durante a realização dos exercícios: 

1. A tração da Placa deve ser efetuada perpendicular aos lábios, formando com estes um ângulo reto.

2. Não deve haver pressão excessiva da oclusão dentária nem projeção da mandíbula a fim de se evitar sobrecarga na articulação temporomandibular.
 
3. O utente deve estar sentado confortavelmente, a fim de se evitar tensões corporais, e mais especificamente cervicais.

4. Em nenhum exercício deve-se deixar que o utente sugue a Placa, pois a força deve ser exercida pelos músculos bucais e não pela pressão negativa efetuada sobre esta.

5. Os exercícios devem ser realizados sem dor ou desconforto para o usuário. Caso o usuário sinta dor na região temporomandibular durante esta exercitação, contatar o terapeuta da fala.
 
Referências Bibliográficas:
 
Altmann EBC. Myofunctional therapy and orthognatic surgery. Int J Orofac Myol. 1987a; 13(3):2-12. 

Altmann EBC. Tratamento fonoaudiológico nas deformidades maxilomandibulares. In: Psillakis JM, Zanini SA, Mélega JM; Costa EA, Cruz RL. Cirurgia craniomaxilofacial: osteotomias estéticas da face. Rio de Janeiro: Medsi; 1987b. p. 431-42.

Altmann EBC, Vaz ACN. Avaliação e tratamento fonoaudiológico nas cirurgias ortognáticas. In : Altmann EBC. Fissuras labiopalatinas. Barueri: Pró-Fono; 1992. p. 409-34.

Altmann EBC et al. Tratamento fonoaudiológico nas cirurgias ortognáticas. In: Altmann EBC. Fissuras Labiopalatinas. Barueri: Pró-Fono; 1992. p. 367-403.

Altmann EBC. Fazendo exercícios miofuncionais com Elisa BC Altmann [video VHS]. Carapicuíba: Pró-Fono; 1996. 

Altmann EBC. Como eu trato paralisia facial. Anais do VII Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia / XII Encontro Nacional de Fonoaudiologia. Natal, Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 1998. p. 113.

Altmann EBC, Khoury RBF, Marques RMF, Paula MBSF, Ramos ALNF, Vaz ACN. Paralisia facial congênita: resultados com fonoterapia oromiofuncional. Rev Fono Atual. 1999;8:14-8.

Altmann EBC, Vaz ACN. Atualização fonoaudiológica em Odontopediatria. In: Corrêa, MSNP. Odontopediatria na primeira infância. 2. ed. São Paulo: Santos; 2005. p. 55-69.

Haberfellner H. Überlegungen zur therapie orofazialer dyskinesien und erfahrungen mit kieferorthopädischen Geräten Sonderdruck 41. Jg, 1989;355-61.

Körbitz A. Kursus der systematischen orthodontik. 2. Leipzig: Auflage; 1914.

Newell H. In: Hotz, R: Orthodontic in der täglichen praxis. 5te Auflage, Verlag Hans Huber, Bern. Stuttgart: Wien; 1980.

Sander FG. New oral plate. Zahnärztliche Mitteilungen. 1989.